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A Escola Estadual Fernando Lobo se localiza no bairro São Mateus da cidade de Juiz de Fora - MG. Nesse blog postaremos informações do interesse da escola, dos alunos e da comunidade para a qual prestamos nosso serviço.

domingo, 23 de maio de 2010

Greve das Escolas Estaduais

   Terça-feira, dia 16 de Março, professores das redes estaduais de Juiz de Fora paralisam suas atividades para defender a implementação da Lei 11.738/08 que trata do piso salarial do magistério. Nesse mesmo dia foi realizada uma assembléia onde se discutiu a pauta de reinvidações apresentada ao Governo de Juiz de Fora.
  
   Algumas das principais reinvidicações são a efetivação imediata de professores concursados, a redução da carga horário de secretários escolares para 30 horas/semana, vale-transporte gratuito para professores que recebem até cinco salários mínimos, reajuste do valor da Ajuda de Custo para Valorização do Magistério (ACVM) para $780,00, garantia da vacinação contra a Gripe A para todos os professores.

   Eles defendem ainda o pagamento de gratificação para diretores e vices pela criação de cargo de professor eventual, para que salas escolares do 1° ano fundamental tenham no máximo 17 alunos, 2° ao 6° ano do Fundamental tenham no máximo 25 alunos e turmas do 7° ao 9° ano tenham no máximo 30 alunos.

   Em assembléia realizada na quinta-feira, dia 8 de Abril, foi decidida a greve das escolas estaduais, com grande número de adeptos, que se iniciaria no dia seguinte, sexta-feira. Após o encontro, os manifestantes seguiram para o calçadão da Rua Halfeld, onde entregaram uma carta aberta aos cidadãos de Juiz de Fora.

   Em assambléia na terça-feira, 13 de Abril, foi constatado o grande número de profissionais que aderiram à greve. Na quarta-feira, dia 14, os manifestantes realizaram um pedágio na Avenida Rio Branco, com o objetivo de informar à população o motivo da greve. Na quinta-feira outra assembléia e mais um protesto foram realizados.

   No dia 15 decidiu-se por manter a greve, o Governo iniciou algumas mudanças, escutando as reinvidicações, mas a questão salarial ainda não foi discutida. Foram marcadas para os dias 19 e 20 um pedágio educativo e um ato cultural respectivamente. No dia 22, quinta-feira a assembléia se encontrou novamente.

   No dia 27 de Abril o comunicado à imprensa afirma que algumas das reinvidações já foram atendidas, como a realização de concurso público  para preenchimento de cargos na Educação, o fornecimento de uniformes e equipamentos apropriados para os auxiliares de serviços, a certificação dos diretores escolares até o final deste ano e a consulta à comunidade para a indicação de candidatos ao cargo em 2011. Em 30 de Abril, reuniu-se nova assembleia para a votação da manutenção da greve.

   No dia 3 de Maio, completando 24 dias de greve, nova manifestação ocorreu no calçadão da Rua Halfeld, reinvidicando o cumprimento do piso salarial de $1.312,00. No dia 4, aconteceu um pedágio educativo na praça de Benfica.

   Durante a assembléia realizada no dia 5 de Maio, quarta-feira, foi decidido manter a greve por tempo indeterminado,além de realizar no dia 6 novo pedágio educativo no Bairro Santa Luzia.

   Na terça-feira dia 4, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) declara a greve ilegal, alegando que a interrupção das aulas vai contra a garantia institucional do ensino público regular.

   Realizou-se encontro no dia 6 de Maio em Belo Horizonte, que definiria o destino da greve das escolas estaduais. Como os grevistas não foram recebidos, realizou-se no dia 7, no centro de Juiz de Fora, nova passeata com entonação de ladainhas, bumbos e faixas pretas expostas no corpo.

   Na terça-feira dia 18 foi votada a continuidade da greve, ainda considerada ilegal pelo TJMG, já que grevistas não chegaram em acordo com o Governo de Minas. O Governo alega que, por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRP) e a lei eleitoral, não pode aumentar o salário e oferece piso de $935,00.

   Na quarta-feira dia 19 de Maio foi anunciada a possibilidade de demissão e contratação de professores substitutos, devido à ilegalidade do movimento. Atitudes consideradas como retrocesso pelos grevistas. No dia 20 professores ocuparam a Superintndência Regional do Ensino com o objetivo de sensibilizar o governo e conseguir um contato com a Secretaria de Educação, sem sucesso.

   Completando 47 dias de movimento, O TJMG autorizou a contratação de substitutos para que o ensino público volte a funcionar. Segundo a decisão, o Estado está autorizado a tomar todas as ações que achar cabíveis para restaurar a prestação do serviço público, inclusive editar novo ato administrativo para que as contratações temporárias possam ser efetivadas.

   Com a notícia da substituição, aumentou-se o número de adesões ao movimento. No dia 22 ocorreu em Belo Horizonte uma reunião do comando de greve para definir as ações que serão tomadas frente à possibilidade de demissões.

   Na manhã desse sábado, grevistas se reuniram para uma manifestação com faixas, panfletagem e batucada na Rua Halfeld.






(Fotos retidas do site: acessa.com )